segunda-feira, 19 de maio de 2014

Os tempos antigos e os atuais


                       Existem coisas cujos dados as publicações demonstram e existem coisas cuja realidade é totalmente diferente do que é publicado e considerado oficialmente. Hoje, na era intensa dos computadores em toda atividade humana, e até nas nossas próprias mãos, que são os famosos celulares, com um volume gigantesco de informações, as populações estão sendo conduzidas a viver conforme essa enxurrada de dados, métodos e recomendações de modelo de vida que devemos viver.                       Devemos acompanhar o avanço científico tecnológico sempre, não resta dúvida, mas era de se esperar que com esse avanço o padrão e a qualidade de vida das pessoas melhorassem consideravelmente, de uma maneira que se fôssemos comparar com o que era disponível no passado, ficaríamos horrorizados com o que nos era oferecido antes e até teríamos pena de nós mesmos e dos nossos pais e avós, pelo quanto sofremos. 
                       Mas não podemos afirmar isto e eu quero colocar aqui neste artigo alguns tópicos para que os meus leitores façam algumas comparações e analisem bem se não são motivos para um amplo debate na imprensa, nas universidades, nos ministérios e em toda a sociedade atual.


 
                             TELEFONE: Hoje nós temos os famosos celulares, que são os telefones portáteis, da era digital, que podemos levar para onde quisermos. Antigamente existiam apenas os telefones fixos e os públicos. Considerando que o objetivo fundamental de um telefone é permitir que a gente ligue para alguém ou alguém liga pra nós, façamos a primeira comparação: Antigamente você tirava o telefone do gancho e ele dava o sinal sempre: Você discava para a pessoa e só existiam duas alternativas: Ou o telefone chamava (Puuuuuuu, Puuuuuuuu, Puuuuuu), ou dava sinal de ocupado (Pu, Pu, Pu, Pu, Pu, Pu, Pu). Só dava sinal de ocupado quando de fato existia alguém falando do outro lado da linha ou alguém tivesse esquecido fora do gancho. 
                               Invariavelmente você conseguia falar com a pessoa. Sempre você escutava bem e a pessoa também escutava. Isto só não era possível quando aconteciam ruídos, mas por causa de fios frouxos. Apareciam defeitos, sim, mas eram raros e não na incidência que existe hoje. Hoje a gente tenta ligar para as pessoas e muitas vezes não consegue. 
                            A impossibilidade não existe apenas na linha ocupada e sim no: “fora de área”, “este telefone está programado para não receber ligações”, “Deixe o seu recado”, “fora de rede”... e várias outras impossibilidades, mesmo o telefone do outro lado estando disponível, não ocupado. Muitas vezes, quando conseguimos ligar, a ligação é horrível, quando não fica caindo. Alguém se lembra de aparecer ligações indevidas nas contas telefônicas de épocas passadas? Não existia esse tipo de roubo ao consumidor. 
                               A conta só vinha alta quando de fato abusávamos das ligações e fazíamos muitos DDDs. Afinal, apesar de mais pessoas possuírem telefones hoje, a telefonia melhorou ou piorou em termos de qualidade?




                        SAÚDE DAS PESSOAS: Em tempos passados todo mundo comia manteiga a vontade, comida feita com banha de porco, leite gordo comprado na leiteria vindo direto da fazenda, muito pão com manteiga, ovo frito e frituras em geral e até toucinho e torresmo, doces a vontade, tudo feito com açúcar e não se via tanta preocupação com colesterol, triglicerídios e glicemia como nos dias atuais. Hoje os leites que nos são oferecidos em supermercados são umas merdas, fracos, cheios de produtos químicos e conservantes, ralos, sem gosto e sem nutrientes; os cafés são misturados com muitas porcarias, toda alimentação enxertada com produtos químicos de toda espécie.
                    Hoje tudo é proibido, pelas recomendações médicas para que não usemos: Devemos evitar açúcar, evitar sal, produtos de trigo, frituras, massas, ovos, derivados do leite e até frutas, como abacate, não são recomendáveis sob argumentação de que são gordurosas demais. É claro que no passado morriam pessoas, como sempre morreram em todas as épocas da humanidade, mas não víamos tantas pessoas obesas como nos dias atuais, nem tantas mortes por infartos, AVCs e nem tanta diabetes. 
                        Ué, nossa qualidade de vida melhorou em que? Em carências? Em frustrações por não podermos mais comer tantas coisas deliciosas? Os adoçantes de hoje faz muito mais mal que o açúcar, a tal margarina é uma desgraça e faz muito mais mal que a manteiga. Todo mundo bebia água diretamente das torneiras, das bicas e até tirada dos rios sem problema nenhum, no máximo aqueles filtros de barros com velas simples e baratas. 
               Hoje nos impõem os caríssimos filtros de carvão disto e carvão daquilo, que são recomendados para a saúde. Não se falava em copos descartáveis. Em alguns lugares públicos tinha um filtro, uma moringa ou uma talha num canto com um copo de alumínio ou de vidro e todo mundo que ia ali usava aquele mesmo copo e não se via falar em mortes porque alguém fora contaminado com aquilo. Em caso de doença em casa, todo mundo poderia ir a uma farmácia e comprar o remédio, sem exigência de receita e até pedir para que o farmacêutico lhe aplicasse uma benzetacil na bunda, sem problemas maiores.


   

                  SEGURANÇA DAS PESSOAS: Os meninos andavam de bicicleta sem precisar de joelheiras, andavam de motos sem uso de capacetes, ninguém usava cinto de segurança nos carros, crianças andavam desamarradas e até no banco da frente e o Brasil não era campeão mundial em mortes no trânsito como é hoje com toda essa “segurança” tão recomendada e exigida, sob pena de multa. Nunca se ouviu falar em cadeirinhas para bebês nos carros, ainda mais obrigatórias.
                      Alguém que já passou dos quarenta já ouviu falar em bebês que morreram por falta de cadeirinha no carro? As casas não tinham grades, as janelas e até portas podiam ficar abertas durante o dia e não existia o elevadíssimo índice de roubos e assaltos que tem nos dias atuais.
                     Ninguém ouvia histórias de pessoas que morriam por balas perdidas, pois essa expressão “bala perdida” é algo que nunca existiu. Seqüestro é coisa que só começaram a ouvir falar no final dos anos sessenta, mesmo assim nunca ao cidadão comum e sim, somente, a embaixadores e cônsules, mesmo assim por motivos políticos, apenas. 
                      Já se matava gente, como em todos os tempos, mas por motivos de vingança, de política e não banalmente como se mata hoje, na via pública, sem motivo algum. O Brasil nunca foi destaque mundial em violência, como hoje é o campeão do mundo em mortes por assassinato. Alguém ouviu falar, alguma vez, em arrastões, inclusive durante o dia, invadindo restaurantes e assaltando os clientes que estavam lá?



   

                        DIVERSÃO: Ninguém tinha TV a cabo com dezenas e centenas de canais em casa, não existiam computadores na casa de ninguém e muito menos redes sociais, no entanto as pessoas eram felizes e não se via tanta gente neurótica e nervosa como nos dias atuais. Os jovens não tinham internet, celular, redes sociais, dezenas de filmes para escolher na televisão, videogame, Playstation e Nintendo, CD, DVD, música fácil em MP3 que podem ser baixadas de graça... no entanto eram felizes e não se via tanto adolescente frustrado e traumatizado como nos dias de hoje. 
                        Só existiam uns dois ou três cinemas na cidade, pagos, obviamente, uns dois ou três canais de televisão, nas cidades grandes porque nas menores nem televisão tinha. As praias eram livres, sem necessidade de salva-vidas sindicalizados e não se via tantos índices de mortes por afogamentos como nos dias de hoje.

                   AMIZADE: Amigos iam uns visitar os outros ou se encontrarem nas praças, conversavam olhando olho no olho, concordavam, discordavam, sorriam, brincavam e voltavam para casa, felizes, e não se via tantas precauções como há hoje, nessas amizades frias, pela internet, onde ninguém conhece ninguém.



   

                         NAMOROS: Pessoas transavam sem qualquer preservativo e não se falava de alguém morrer por ter mantido relação com outro alguém. No máximo ocorria uma gonorréia, mas nada que o Tetrex comprado na farmácia, sem receita, não poderia resolver. 


                     DROGAS: O que se via era só cigarro e cachaça, raramente se falava em maconha porque em cada cidade os maconheiros eram contados a dedo. Não se falava em tráfico de drogas e nem que esse pudesse se constituir num poder paralelo a ponto até de eleger políticos.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Timóteo, 203 anos de povoamento e história

Vila Timóteo - Inicio séc. XIX

               A história de Timóteo iniciou-se no séc. XVII, quando faiscadores atraídos por riquezas minerais do sertão, se instalaram na margem direita do rio Piracicaba. Em 1811 o povoado (Alegre) é relatado no mapa: "Nova Carta da Capitania de Minas Gerais", do Barão de Eschwege. No dia 11 de setembro de 1831 o Alferes português Francisco de Paula e Silva, instala-se no lugar conhecido como Ribeirão do Timóteo, segundo consta em Carta de Sesmaria expedida a seu favor em 1832. 
                 Com a chegada do Alferes Santa Maria, tem início a Fazenda do Alegre, o ponto de apoio para as embarcações que subiam e desciam o Piracicaba em direção à Vila Rica ou Vitória. Seus herdeiros venderam partes da terra a particulares, que deram origem a várias propriedades rurais, dentre eles Antonio Malaquias Ferreira que doou seus bens à igreja, criando assim o Patrimônio que teria por patrono São Sebastião. Nestas terras cresce o povoado Timóteo, que teria a primeira missa em capela celebrada em 1915

Fazenda Alegre 
Igreja Matriz São Sebastião

                Timóteo é um município brasileiro localizado no interior do estado de Minas Gerais. Pertencente à mesorregião do Vale do Rio Doce e microrregião de Ipatinga, localiza-se a nordeste da capital do estado, distando-se desta cerca de 216 quilômetros. Ocupa uma área de 145,159 km², sendo que 19,62 km² estão em perímetro urbano,6 e sua população foi estimada em 81 119 habitantes pelo IBGE no ano de 2009, classificando-se assim como o quadragésimo município mais populoso do estado de Minas Gerais e o terceiro de sua microrregião. A cidade é banhada pelo rio Piracicaba e está localizada próximo ao encontro desse rio com o Doce. A cidade de Timóteo foi emancipada de Coronel Fabriciano na década de 1960. 
                     O desenvolvimento urbano do município deve-se às grandes empresas da região, como a Usiminas, e principalmente à Aperam South America (antiga Acesita e ArcelorMittal), localizada no próprio município. Até 29 de abril de 1964 estas duas ficavam em território da cidade vizinha, Coronel Fabriciano, mas com as emancipações políticas de Timóteo e Ipatinga, o município deixou de sediá-las. Atualmente é formado pela cidade de Timóteo e pelo distrito de Cachoeira do Vale, na região Oeste. Timóteo faz parte da Região Metropolitana do Vale do Aço, que ultrapassa os 449 340 habitantes. Além das quatro principais cidades (Coronel Fabriciano, Ipatinga, Santana do Paraíso e Timóteo), há outras 22 no colar metropolitano.10 Atualmente conta com uma taxa de urbanização da ordem de 99,76%, seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,831, considerando-se assim como elevado em relação ao estado de Minas Gerais. 


Centro de Educação Ambiental da Fundação ACESITI
                  Em Timóteo está localizado o Parque Estadual do Rio Doce, a maior reserva nativa de mata atlântica do estado de Minas Gerais e uma das maiores do Sudeste. Atualmente possui 36 970 hectares e foi criado pela Lei n.º 1119 de 14 de julho de 1944. Dentro do PERD, como também é conhecido, está grande parte da biodiversidade não só do município, mas de todo o leste mineiro. Outros importantes atrativos naturais são o projeto Oikós e o Pico do Ana Moura, o ponto mais alto da cidade.
                     O município ainda possui uma grande tradição em suas festas, em especial o Carnaval. O evento, que é organizado pela prefeitura juntamente com a Associação das Escolas de Samba de Timóteo (AEST), ocorre anualmente na Alameda 31 de Outubro. As primeiras comemorações começaram na década de 1940, porém somente a partir de 1980 começou a ganhar fama na região. O município possui também razoável tradição em seu artesanato e na culinária. Na cidade estão situados ainda importantes monumentos e construções, como a Igreja de São José, a Fundação ACESITI, e a Igreja Matriz São José.


Índios Botocudos habitantes da região à época do povoamento
                         O primeiro nome que a região possuiu foi Ribeirão de Timóteo, em 1832, quando o atual município ainda era um pequeno povoado. Em 1922, após ser elevado a distrito, recebeu a denominação de São José do Grama. Em 1964 foi emancipado, desmembrando-se de Coronel Fabriciano e recebendo o nome Timóteo, que prevalece atualmente.


                   Constam relatos transmitidos por moradores de geração em geração, que o nome Timóteo, originou-se do tropeiro e mascate de nome Manoel Timótheo que se instalou à margem do "Ribeirão do Timótheo" onde haviam atividades garimpeiras e ali realiza seu comércio de produtos trazidos de regiões distantes, com o passar do tempo muitas pessoas começaram a frequentar o local até que nomearam-o com o seu nome.

                            Entre o final da década de 1970 e o início da década de 1980 houve uma proposta de alteração do nome da cidade para ACESITI, nome da empresa responsável pelo desenvolvimento municipal. Um plebiscito realizado entre 1979 e 1981 determinaria a mudança, não fosse a reprovação da Assembleia Legislativa do Estado. O então governador Francelino Pereira não levou em consideração a votação realizada no município, que comprovou que 12 861 habitantes eram favoráveis a alteração do nome da cidade, contra 4 908, que optaram pela manutenção. Naquela época o partido governista, a Arena, era a minoria de Timóteo. Prevaleceu a vontade do Governo mesmo com o claro resultado da votação

Apóstolo Timóteo
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